Hoje (10.01.2011) pela manhã um tubarão com tamanho estimado entre 1,5 e 2,0 metros, nadou próximo a arrebentação na Praia do Forte em Cabo Frio, tirando surfistas e banhistas da água e deixando os bombeiros salva-vidas em alerta. Sabemos que nossa costa é habitada por esses "simpáticos bichinhos" e não é raro serem avistados por aqui em toda a região, principalmente em Arraial do Cabo, mas não tenho conhecimento de nenhum incidente fatal. No entanto, sempre que um desfila assim tão pertinho da praia, tenho a impressão que estão querendo dizer que a área é deles e visitantes mesmo somos nós. Torço para que o convívio continue pacífico e para não enfrentar um "sorriso" desse de perto.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Legends
Carlos Mudinho, shaper desde que o surf é surf, firme e forte na batida, produzinho como nunca nas dependências da DoctorSurf. Quer uma prancha do legend Mudinho em seu quiver? DoctorSurf.
Tributo a Fitzgerald
Quando era moleque ficava babando nas Hot Buttered fabricadas por ninguém menos que o australiano Terry Fitzgerald, o "sultão da velocidade". As pinturas eram lindas e as pranchas pareciam verdadeiras telas. Vi algumas de perto, mas jamais surfei numa dessas - apesar de já ter surfado uma prancha do TF. O que eu não sabia na época é que o autor das pinturas era na verdade Martin Worthington, responsável pela popularização do aerógrafo no mundo do surf. Estou - ou melhor, estava - há anos sem usar um aerógrafo mas sempre desejei fazer uma prancha com um visual assim. Estou treinando, depois vou postar o resultado final.
Um céu para encher de água
Desenferrujando
Maria Clara, minha filha, a fotógrafa
Meio long
Uma ondinha de nada, quebrando no lugar certinho e o long fica assim. Triste né. Esse aí é um Claudio Pastor com uma inclinação para as linhas clássicas. Logo vai receber o merecido reparo e estará pronto para encarar o mar novamente. Dica para garantir não quebrar o long nunca? Deixe-o enfeitando a sala. Isso acontece, é inevitável.
Detalhes
A gente vai tantas vezes aos mesmos lugares e mesmo assim deixamos de perceber os detalhes. Uma curva aqui, uma cor ali e vão surgindo imagens interessantes de onde menos se espera. Gosto muito desse tipo de imagem, feita assim sem maiores compromissos. A seguir, a sala de pintura da oficina apenas nos detalhes.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Mar pequeno, grande diversão
Longboard é garantia de diversão em qualquer mar. As fotos não são recentes, coisa de dois ou três anos - preciso fazer fotos novas - mas são um registro de momentos de pura alegria nas ondas de Balneáreo Camboriú e na minha preferida, Praia do Forte em Cabo Frio.
Bal. Camboriú
Praia do Forte
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Muito antes dos tubarões.
Minha primeira onda surfada foi no nordeste, mais precisamente em Gaibú, muito antes dos tubarões oferecerem risco. No finalzinho da década de 70, entre 77 e 79 peguei onda em alguns lugares muito legais, onde hoje é complicado surfar em virtude do desequilíbrio ecológico que gerou o início dos ataques de tubarão. Quem esteve por ali na mesma época vai lembrar desses lugares. Vou listar os picos em ordem no sentido norte-sul, o post é longo mas vale a pena.
Caldeira do Navio - No bairro de Casa Caiada, em Olinda, em frente do Hotel Quatro Rodas. As ondas rolavam bem ao lado de uma caldeira de navio encalhado na bancada de coral. Era um autêntico "fundo de coral", com ondas rápidas e de boa formação. Creio que o pico não funciona mais hoje em dia, um molhe de pedras artificial foi colocado no lugar para conter o avanço do mar.
Zé Pequeno - No bairro Novo, também em Olinda. As ondas quebram em uma pequena praia entre os molhes de pedra. Um restaurante muito conhecido naquele tempo deu nome ao pico, tive a sorte de estudar na mesma sala (no Colégio São Bento) que José Remígio Júnior, filho do dono, me aproximando mais ainda da história desse lugar.
Milagres - O mais curioso desse lugar é que no fundo, além das pedras naturais, havia também os escombros de algumas das casas que foram destruídas pela ação do mar. Acho que não há muitos lugares onde se pegue onda sobre paredes históricas.
Del Chifre - Não faço idéia da origem do nome. O local é um fundo de areia, próximo à Ilha do Maruim de onde Chico Science saiu para botar todo mundo prá dançar ao som do Mangue Beat. As ondas são - ou eram - fortes como o som de Chico. Peguei altas por lá e na época, nada de tubarão, hoje a coisa é diferente...
Gaibu - Passei praticamente todos os verões de minha infância nessa praia. Era uma típica praia de pescadores e o surf demorou a aparecer por lá. As ondas rolavam ao lado da bancada de corais que fazia a formação conhecida como Piscinas. Esquerdas inesquecíveis.
Galheta - Ponta do Arrisca. Uma direita entra vigorosa sobre formação rochosa natural e quebra rápida sobre um fundo de coral. Fácil descobrir a razão do nome. Nas marés sem onda mergulhava ali em busca de lagostas e polvos, abundantes até então.
As fotos, claro, são reproduções do Google Earth, e quem tiver curiosidade pode fazer um passeio virtual completo pelo litoral pernambucano. Não sei como está a questão, mas sei que o Recife ostenta o triste título de cidade com o maior número de ataques fatais, por isso reproduzi nas imagens a placa que se vê em praticamente toda a orla da cidade.
Se você viveu essa época, mande uma mensagem, vai ser muito bom encontrá-lo, ainda que virtualmente.
Caldeira do Navio - No bairro de Casa Caiada, em Olinda, em frente do Hotel Quatro Rodas. As ondas rolavam bem ao lado de uma caldeira de navio encalhado na bancada de coral. Era um autêntico "fundo de coral", com ondas rápidas e de boa formação. Creio que o pico não funciona mais hoje em dia, um molhe de pedras artificial foi colocado no lugar para conter o avanço do mar.
Zé Pequeno - No bairro Novo, também em Olinda. As ondas quebram em uma pequena praia entre os molhes de pedra. Um restaurante muito conhecido naquele tempo deu nome ao pico, tive a sorte de estudar na mesma sala (no Colégio São Bento) que José Remígio Júnior, filho do dono, me aproximando mais ainda da história desse lugar.
Milagres - O mais curioso desse lugar é que no fundo, além das pedras naturais, havia também os escombros de algumas das casas que foram destruídas pela ação do mar. Acho que não há muitos lugares onde se pegue onda sobre paredes históricas.
Del Chifre - Não faço idéia da origem do nome. O local é um fundo de areia, próximo à Ilha do Maruim de onde Chico Science saiu para botar todo mundo prá dançar ao som do Mangue Beat. As ondas são - ou eram - fortes como o som de Chico. Peguei altas por lá e na época, nada de tubarão, hoje a coisa é diferente...
Gaibu - Passei praticamente todos os verões de minha infância nessa praia. Era uma típica praia de pescadores e o surf demorou a aparecer por lá. As ondas rolavam ao lado da bancada de corais que fazia a formação conhecida como Piscinas. Esquerdas inesquecíveis.
Galheta - Ponta do Arrisca. Uma direita entra vigorosa sobre formação rochosa natural e quebra rápida sobre um fundo de coral. Fácil descobrir a razão do nome. Nas marés sem onda mergulhava ali em busca de lagostas e polvos, abundantes até então.
As fotos, claro, são reproduções do Google Earth, e quem tiver curiosidade pode fazer um passeio virtual completo pelo litoral pernambucano. Não sei como está a questão, mas sei que o Recife ostenta o triste título de cidade com o maior número de ataques fatais, por isso reproduzi nas imagens a placa que se vê em praticamente toda a orla da cidade.
Se você viveu essa época, mande uma mensagem, vai ser muito bom encontrá-lo, ainda que virtualmente.
Que venha 2011
Depois de uns dias sem postar, volto aos trabalhos desejando a todos um ano incrível, próspero e com muita saúde. Ondulação batendo na costa sob uma brisa terral constante. Perfeito, quebrando para os dois lados. Que seja assim.
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